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sexta-feira, 2 de novembro de 2018

Bolsonaro vai fundir ministérios da Agricultura e do Meio Ambiente

O presidente eleito Jair Bolsonaro vai fundir os ministérios da Agricultura e do Meio Ambiente.

O presidente eleito Jair Bolsonaro vai fundir os ministérios da Agricultura e do Meio Ambiente, uma das medidas mais polêmicas de seu programa, que contraria as expectativas dos ambientalistas de manter uma administração separada dos poderosos interesses do agronegócio, anunciou no dia 30 de outubro um de seus principais assessores.

"Agricultura e meio ambiente estarão no mesmo ministério, como desde o primeiro momento", disse Onyx Lorenzoni, que a partir de 1º de janeiro de 2019 será o ministro da Casa Civil do governo Bolsonaro.

Segundo o programa, Bolsonaro planejava unir em um único ministério as áreas do governo que se ocupam de política econômica e agrícola, de recursos naturais e do meio ambiente rural.

Na reta final de sua campanha, o presidente deu sinais de que poderia não executar esta fusão, dizendo-se aberto a negociar o tema.

Para a ex-ministra do Meio Ambiente e ex-candidata à presidência Marina Silva, a fusão "será um triplo desastre".

"Estamos inaugurando o tempo trágico da proteção ambiental igual a nada. Nem bem começou o governo Bolsonaro e o retrocesso anunciado é incalculável", tuitou Marina.

A ONG ambientalista Greenpeace também criticou a medida, que se for concretizada colocará o Brasil - país de maior biodiversidade e que abriga a selva mais importante do planeta - "no caminho oposto e na contramão do restante do mundo".

"A fusão do Ministério do Meio Ambiente com o Ministério da Agricultura será um grande equívoco e afetará o país tanto do ponto de vista econômico como ambiental", afirmou o Greenpeace Brasil em nota.

"Os mercados internacionais e os consumidores querem garantias de que nosso produto agrícola não esteja manchado pela destruição florestal. Ao extinguir o Ministério do Meio Ambiente, reduziremos o combate ao desmatamento, perdendo competitividade, o que poderá, inclusive, afetar a geração de empregos", adverte a ONG.

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