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domingo, 21 de outubro de 2018

EUA fará negociações comerciais com UE, Japão e Reino Unido

O representante comercial dos Estados Unidos, Robert Lighthizer, ao lado do presidente Donald Trump, em Washington DC, em 1º de outubro de 2018.

Autoridades americanas anunciaram no dia 16 de outubro negociações para acordos comerciais em separado com Reino Unido, União Europeia e Japão, numa tentativa do governo de Donald Trump de remodelar o comércio global.

O representante comercial americano (USTR), Robert Lighthizer, disse que o governo anunciou ao Congresso sua intenção de negociar os três acordos separados.

"Estamos comprometidos a concluir essas negociações com resultados oportunos e verdadeiros para os trabalhadores, fazendeiros, produtores e negócios americanos", afirmou Ligthizer.

A iniciativa vem na esteira da renegociação do Acordo de Livre-Comércio da América do Norte, com Canadá e México, e sua tentativa de corrigir o que Trump chama de desequilíbrio da balança comercial do seu país.

Nas notificações ao Congresso sobre Japão e UE, Ligthizer citou "desequilíbrios comerciais crônicos" e afirmou que exportadores americanos há muito são "desafiados" pelas barreiras alfandegárias e não alfandegárias no Japão e na Europa.

A meta, disse, é ter uma relação comercial "mais justa e balanceada" com esses parceiros.

Lighthizer disse que os EUA vão buscar um acordo comercial com o Reino Unido assim que o país deixar a UE, em 2019.

A carta ao Congresso disse que Washington vai tentar alcançar um "comércio livre, justo e recíproco" com o Reino Unido.

- Jogo duro -

Trump tem adotado um jogo duro com os parceiros comerciais dos americanos, usando tarifas e ameaças em uma tentativa de impulsionar as exportações americanas e solucionar o antigo déficit da balança comercial, apesar de diversos alertas de políticos dos EUA e do Fundo Monetário Internacional (FMI).

Em maio, ele pediu para o Departamento de Comércio investigar a possibilidade de impor tarifas de 25% sobre carros e autopeças importados, uma perspectiva que deixou a indústria alarmada e teve grandes repercussões para Japão e Europa.

"Precisamos trabalhar juntos de desescalar e resolver as disputas comerciais atuais", afirmou Christine Lagarde, diretora-gerente do FMI em uma reunião do Fundo e do Banco Mundial em Bali na semana passada.

Trump aplicou ou ameaçou criar tarifas sobre produtos de diversos países, especialmente a China, mas também aliados tradicionais, como a UE.

Mais tarifas e suas contra medidas "poderiam levar a mais aperto às condições financeiras, com implicações negativas para a economia global e a estabilidade financeira", alertou o Fundo.

As novas negociações, se forem bem sucedidas, podem equilibrar a balançar comercial com a Europa e o Japão,, mas não altera a difícil situação com a China - responsável por mais de metade do déficit americano.

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