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sexta-feira, 26 de outubro de 2018

Angola expulsa em um mês 380 mil imigrantes ilegais

Migrantes congoleses que viviam em Angola se concentram na cidade fronteiriça de Kamako, após retornarem a seu país devido a uma operação de segurança angolana.

Cerca de 380 mil imigrantes ilegais, a maioria da vizinha República Democrática do Congo (RDC), deixaram Angola em menos de um mês, dentro da operação Transparência, de luta contra o tráfico de diamantes, anunciou no dia 20 de outubro um ministro angolano.

O ministro Pedro Sebastião, chefe da segurança presidencial, responsável pela operação, negou em visita a Dundo, fronteira com a RDC, que os imigrantes tenham sido expulsos com violência.

Segundo Sebastião, eles deixaram o país voluntariamente. A operação permitiu fechar 231 locais destinados ao comércio ilegal de diamantes e apreender 59 armas.

"Deve ficar claro que a operação não está baseada em um sentimento xenófobo", assinalou o ministro.

Muitos congoleses expulsos nas últimas semanas denunciaram que foram removidos brutalmente de Angola. Kinshasa protestou semana passada, e ameaçou processar Luanda em instâncias internacionais.

Angola é um país abundante em petróleo e atrai muitos congoleses em busca de trabalho. A RDC possui reservas minerais, mas grupos rebeldes e milícias de países vizinhos, como Uganda e Ruanda, desestabilizaram o país.

Angola e RDC compartilham a fronteira terrestre mais longa da África, de cerca de 2.500 quilômetros.

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