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sábado, 1 de setembro de 2018

Cientista parceiro de Stephen Hawking publica estudo que bota o Big Bang à prova

Roger Penrose, parceiro de academia de Stephen Hawking, publicou um estudo que indica que universos podem morrer e dar à luz a outros universos por meio de sucessivos big bangs. O estudo não chega a comprovar a existência de outros universos que não o nosso, entretanto.

A forma que aprendemos como nosso universo começou, seguindo a hipótese da Teoria do Big Bang, pode não estar totalmente correta. Alguns cientistas defendem a possibilidade de que tudo o que conhecemos talvez seja parte de um grande ciclo de vida cósmico onde universos nascem e morrem.

É o que apostam os cientistas da equipe de Roger Penrose, que trabalhou com grandes físicos como Stephen Hawking. Juntos, eles desenvolveram bases para todas as futuras pesquisas sobre buracos negros e os Teroremas da Singularidade de Penrose-Hawking, defendendo que outros universos semelhantes ao nosso podem estar relacionados com a ação dos buracos negros.

Em 06 de agosto, Penrose e sua equipe publicaram o artigo Apparent evidende for Hawking points in the CMB Sky dedicado à memória de Hawking. Nele, os cientistas abordam um tipo específico de radiação cósmica, que anteriormente Hawking havia previsto, semelhante ao que se esperaria encontrar em um buraco negro, mas sem nada que cause a atração gravitacional. A ausência de gravidade foi teorizada pela dupla como indício de que a radiação seria anterior ao Big Bang.

Em miúdos, a radiação encontrada poderia ser uma espécie de sinal deixado para trás por algum buraco negro que passou bilhões de anos canalizando energia vinda de um universo moribundo, só para depois levá-la para um universo bebê: o nosso. De acordo com os cientistas, são evidências impressionantes de uma teoria chamada Cosmologia Cíclica Conformada, que afirma que o universo constantemente reitera a si mesmo por meio de big bangs.

Funcionaria assim: um universo é criado por meio de um big bang e passa a se expandir, provavelmente se enchendo de astros e estrelas que, eventualmente, entrarão em colapso gravitacional, gerando deformações na malha do espaço-tempo. Quando esse universo se torna velho e cheio de buracos negros, ele se transforma em uma gigantesca gosma livre de massa, que evapora-se em elétrons. Por fim, o aglomerado sem peso colapsa em si mesmo, formando um big bang que dará à luz a um novo universo. Isso se repetiria de tempos em tempos, para todo o sempre.

A pesquisa não encontrou dados suficientes para confirmar a Teoria da Cosmologia Cíclica Conformada, mas um dos mais respeitados físicos da atualidade — ao menos, DESTE universo — acredita que a teoria do universo inflacionado já não é capaz de explicar a nossa realidade.

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