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domingo, 23 de setembro de 2018

Após a decepção 'Solo', Disney quer desacelerar ritmo de lançamentos baseados em 'Star Wars'

(Maio) Cartaz do filme 'Solo' em Las Vegas.

Marcada pela recente decepção de "Solo", a Disney quer desacelerar o ritmo de lançamentos de filmes baseados em "Star Wars".

Depois de comprar por US$ 4 bilhões em 2012 a Lucasfilm, produtora de George Lucas, criador de "Star Wars", a Disney passou a fabricar "Star Wars" em um ritmo quase industrial.

De seis filmes em 38 anos, o ritmo passou para quatro em dois anos e meio, entre "O despertar da força", em dezembro de 2015, a "Han Solo: Uma História Star Wars", em maio de 2018.

A gigante do entretenimento pretendia obviamente aplica à franquia a mesma receita adotada para a Marvel, e seus 20 filmes em 10 anos.

"Tomei uma decisão sobre o cronograma (de estreias) e agora, quando olho para trás, vejo que cometi um erro, e assumo a culpa. Fui um pouco rápido demais", reconheceu Bob Iger, CEO da The Walt Disney Company, em uma entrevista ao site especializado The Hollywood Reporter na quinta-feira.

Mesmo que tenha arrecadado quase US$ 400 milhões em todo o mundo, de acordo com o site Box Office Mojo, "Solo", cujo orçamento é estimado, de acordo com vários meios de comunicação, entre US$ 250 e US$ 275 milhões, foi uma decepção.

As receitas do filme estão notavelmente abaixo das registradas pelos oito oficiais da saga, mas também de "Rogue One: Uma História Star Wars" (US$ 1,05 bilhão), que, como "Han Solo", está ligado ao universo "Star Wars", mas não se encaixa diretamente na série.

- "Mais prudentes" -

O diretor J. J. Abrams, que já havia dirigido "O despertar da força" (7º episódio), está atualmente trabalhando no episódio 9 da saga, cujo lançamento está previsto para 2019.

A Disney havia anunciado em novembro de 2017 que uma nova trilogia seguiria a terceira.

Em fevereiro, o grupo também revelou que novos filmes do universo "Star Wars" seriam realizados pelos criadores da série de sucesso "Game of Thrones".

Os filmes de David Benioff e D.B. Weiss se distanciarão da trama principal da família Skywalker e da nova trilogia que será desenvolvida por Rian Johnson, o roteirista e diretor de "Star Wars: os últimos Jedi".

"Estamos em um ponto em que vamos começar a tomar decisões sobre o que virá" depois do episódio IX, afirmou Iger. "Mas acho que seremos mais cuidadosos com o volume e o espaço de tempo".

Para Matthew Ball, ex-chefe de estratégia da Amazon Studios, o fracasso relativo de "Han Solo" não reflete um "cansaço" do público em relação "Star Wars", mas sim "calendários de produção desnecessariamente apertados", tuitou no dia 20 de setembro.

Essa nova urgência poderia explicar, segundo ele, as mudanças feitas em "Rogue One" e "Han Solo", este último tendo até mudado de diretor ao longo do caminho, afetando a consistência do todo e a qualidade do resultado.

Muitos também apontam que "Han Solo" sofreu com a estreia muito próxima de "Pantera Negra" (meados de fevereiro) e, sobretudo, de "Os Vingadores: Guerra Infinita" (final de abril), dois gigantes que arrecadaram US$ 2,38 bilhões em todo o mundo.

Ao contrário de outros filmes de "Star Wars", "Han Solo" também sofreu, em certa medida, de críticas ruins e uma campanha promocional muito curta.

Se a Disney "calibrar o nível de qualidade e marketing", o episódio 9 "será bem sucedido nas bilheterias, provavelmente superando as expectativas", estimou Doug Creutz, analista da Cowen.

"Atenção, a franquia voltará e, como todos esperamos, será anos-luz dos últimos lançamentos", diz Jeff Bock, analista da Exhibitor Relations.

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