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quarta-feira, 11 de julho de 2018

Londres propõe criar 'área de livre-comércio' com UE no pós-Brexit

Primeira-ministra britânica Theresa May durante uma reunião com representantes de países caribenhos em Londres, no dia 17 de abril de 2018.

A primeira-ministra britânica, Theresa May, anunciou, no dia 06 de julho, que seu governo, dividido sobre a saída da UE, chegou a uma "posição comum" para a criação de uma "área de livre-comércio" entre o Reino Unido e o bloco após o Brexit.

"Nossa proposta busca criar uma zona de livre-comércio entre o Reino Unido e a UE com um conjunto de regras comuns para os bens industriais e os produtos agrícolas", declarou em nota a dirigente conservadora, durante uma reunião de seu governo em Chequers, a casa de campo dos primeiros-ministros britânicos, a 70 km a noroeste de Londres.

Esta proposta era esperada há muito tempo pelos europeus, cansados das dúvidas do governo britânico sobre o conteúdo esperado das negociações do divórcio com a UE, previsto para daqui a nove meses.

"Também chegamos a um acordo sobre um novo modelo favorável às empresas, com a liberdade de chegar a novos acordos comerciais no mundo inteiro", acrescentou May.

Segundo o Executivo britânico, essas propostas evitarão o retor de uma fronteira física entre Irlanda e Irlanda do Norte.

Este assunto era o principal ponto de bloqueio das negociações em curso e uma grande preocupação para os moradores da ilha.

Neste projeto, a Grã-Bretanha destaca a necessidade de intensificar o trabalho de preparação para enfrentar os cenários possíveis, particularmente uma eventual saída da UE sem acordo com Bruxelas, algo temido pelas empresas.

Theresa May, que publicará na semana que vem um livro branco com seus objetivos, indica que a proposta surge de uma "posição comum" dos membros do governo, cujas divisões internas preocupavam.

Agora, falta conhecer a reação da União Europeia.

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