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terça-feira, 3 de julho de 2018

Aliança de 24 veículos de comunicação combaterá 'fake news' no Brasil

Vinte e quatro meios de comunicação brasileiros, incluindo a AFP, uniram forças para lutar contra as notícias falsas ("fake news") que invadem a internet e as redes sociais com a aproximação da eleição presidencial de outubro.

Vinte e quatro meios de comunicação no Brasil, incluindo a AFP, uniram forças para lutar contra as notícias falsas ("fake news") que invadem a Internet e as redes sociais com a aproximação da eleição presidencial de outubro.

"Comprova", o projeto colaborativo de verificação de boatos e informações, conta com participação, além da Agence France-Presse no Brasil, dos principais jornais, emissoras de televisão, rádios e sites do país, tais como Bandnews, Canal Futura, Correio do Povo, Folha de S.Paulo, Gazeta do Povo, Jornal do Commercio, Metro Brasil, Nexo Jornal, O Estado de São Paulo, Poder360, Revista Piauí, Rádio Bandeirantes, SBT, UOL e Veja.

Reunidos em São Paulo no dia 28 de junho, esses veículos farão o lançamento do "Comprova" em 06 de agosto, sob a coordenação da Abraji (Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo), com o apoio do Projor (Instituto para o Desenvolvimento do Jornalismo) e o suporte técnico e financeiro de Google e Facebook.

No projeto (Comprova: www.projetocomprova.com.br), os jornalistas e as redações envolvidos foram treinados nas ferramentas de verificação para "identificar e combater a desinformação na internet e técnicas sofisticadas (...) de manipulação" da opinião, explicaram essas mídias em um comunicado.

O "Comprova" vai se concentrar em informações que já foram amplamente compartilhadas ou são potencialmente virais, especialmente através da tecnologia móvel.

As redações publicarão as suas conclusões nas plataformas do "Comprova" - especialmente com a ajuda de GIFs e de vídeos curtos -, quando ao menos três meios de comunicação tiverem chegado à conclusão de que uma suposta informação é enganosa.

O "Comprova" terá um grupo específico de WhatsApp para receber alertas de possíveis "fake news".

"O volume de conteúdo problemático circulando no Brasil é tão importante que uma única redação não daria conta", declarou Claire Wardle, diretora da First Draft, que está por trás do projeto.

"Ao treinar as redações e unir forças, acreditamos que essa iniciativa pode ter um impacto duradouro no Brasil", acrescentou.

Paralelamente, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) do Brasil assinou nesta quinta acordos com Facebook, Google e outros meios de comunicação para lutar contra as notícias falsas visando as eleições.

O TSE informou que o compromisso busca "evitar e combater a desinformação gerada por terceiros" e "promover o Jornalismo de qualidade".

O presidente do TSE, Luiz Fux, advertiu que as "fake news" poderiam provocar a anulação das eleições gerais se tiverem um impacto considerável nos resultados.

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