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sábado, 23 de junho de 2018

Macri demite dois ministros influentes na Argentina

O presidente argentino, Mauricio Macri, na reunião do G7 em La Malbaie, Canadá, em 09 de junho.

O presidente da Argentina, Mauricio Macri, demitiu dois ministros influentes, anunciou no dia 16 de junho à noite a agência estatal Télam.

A imprensa considera as demissões dos ministros Juan José Aranguren (Energia) e Francisco Cabrera (Produção) mais uma consequência da crise cambial e financeira que obrigou o país a pedir o auxílio do Fundo Monetário Internacional (FMI).

Macri anunciou no dia 14 de junho a demissão do presidente do Banco Central, Federico Sturzenegger, e o substituiu pelo então ministro das Finanças, Luis Caputo. A pasta das Finanças foi absorvida pelo ministério da Fazenda, a cargo de Nicolás Dujovne, que negociou um crédito 'stand by' com o FMI de 50 bilhões de dólares a três anos.

Além da intenção de modificar o gabinete, a imprensa recordou que os dois ministros demitidos estão sob investigação judicial por conflitos de interesses, pois mantinham negócios privados supostamente incompatíveis com os cargos públicos.

Para o lugar de Aranguren, um acionista da petroleira anglo-holandesa Shell, o presidente escolheu o engenheiro Javier Iguacel.

O posto de Cabrera, acionista de uma grande rede de farmácias, será ocupado pelo economista Dante Sica, um especialista em Mercosul.

A Argentina receberá em 20 de junho uma primeira parcela de 15 bilhões de dólares do FMI. Em troca, o país deverá realizar um ajuste fiscal equivalente a 3,7% do Produto Interno Bruto (PIB) em três anos.

Aranguren foi questionado na justiça por administrar as tarifas de gás e petróleo, vinculadas a seus interesses pessoais. Cabrera foi denunciado nos tribunais por tentativa de ampliar seus negócios farmacêuticos.

A Argentina está sofrendo uma corrida cambial que desvalorizou sua moeda em mais de 30% desde janeiro. O país perdeu 14 bilhões de dólares de reservas do Banco Central, cujas reservas caíram a 48 bilhões.

A projeção oficial de inflação para 2018 disparou para a margem de 27% a 32%, de acordo com um memorando de entendimento com o FMI.

Organizações sociais e centrais sindicais convocaram uma greve para o dia 25 de junho, um protesto contra a política econômica do macrismo.

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