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quinta-feira, 14 de junho de 2018

Coreia do Norte teria roubado mais de US$ 650 milhões de todo o mundo

Apontada como uma das nações mais isoladas – econômica e politicamente – a Coreia do Norte teria gastado milhões de dólares em demonstrações de seu poder bélico nos últimos anos. Mas, afinal, de onde vem esse dinheiro?

De acordo com Patrick Winn, correspondente da Global Post Investigation, o país possui um exército de hackers que já roubaram mais de US$ 650 milhões de diversos países. As informações teriam sido obtidas através do Serviço Nacional de Inteligência da Coreia do Sul.

Exército de hackers

O exército de hackers de Kim Jong Un teria entre 3 mil e 6 mil pessoas, altamente treinadas e incentivadas pelo governo, que vem sofrendo com sanções internacionais. “O Escritório Geral de Reconhecimento, um equivalente à CIA na Coreia do Norte, treinou as maiores equipes de hackers do mundo. Só nos últimos anos, eles atingiram mais de 100 bancos e pontos de troca de criptomoedas em todo o mundo”, aponta Winn.

“Assim como a CIA, o escritório norte-coreano se envolveu em conspirações externas, como assassinatos, sequestros e muita espionagem. Ele pode ser entendido como uma mistura de CIA, KGB e Yakuza”, detalha.

Pararam a internet

Entre os casos mais famosos de invasões de origem norte-coreana estaria o WannaCry, vírus que se espalhou pelos computadores no ano passado e paralisou computadores de empresas, casas e até hospitais, pedindo uma espécie de resgate para devolver os arquivos.

Três anos antes, em 2014, eles invadiram os sistemas da Sony Pictures, que estava prestes a lançar uma comédia que satirizava o ditador. Os criminosos apagaram dados importantes e vazaram e-mails, ameaçando a empresa, que desistiu de lançar o longa.

Em uma entrevista ao Global Post Investigation, um hacker desertor coreano explicou como funciona o trabalho. “Quando eles atacam um banco, não é pessoal. Eles sabem que internacionalmente é algo ilegal, mas a principal motivação é agradar ao seu querido líder. Não pense que eles se sentem culpados. Eles não possuem o mesmo código moral que você”, explica.

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