Páginas

quinta-feira, 10 de maio de 2018

'É chato banco parceiro fazer uma besteira dessas', diz fundador

'É chato banco parceiro fazer uma besteira dessas', diz fundador.

O fundador da fintech Neon Pagamentos, Pedro Conrade, lamentou a decisão de ter adotado o mesmo nome do Banco Neon.

Para manter contas de pagamento para seus clientes, a fintech precisa de parceria de uma instituição financeira autorizada pelo Banco Central.

"É super chato. Estamos fazendo um ótimo trabalho e um banco que usamos faz uma besteira dessas", afirmou, em entrevista, poucas horas depois de saber da intervenção do BC na instituição financeira.

A Contro.ly, fintech de Conrade, trocou de nome ao fazer uma parceria com o então Banco Pottencial, em 2016, e acabou adotando o mesmo nome da financeira.

"A marca Neon pertence ao Neon Pagamentos. Emprestamos ao Banco Neon durante o período do acordo operacional entre as empresas, para não gerar confusão entre os clientes. Se hoje tivesse dois nomes, nada desse furacão estaria acontecendo", afirma.

O fundador da fintech diz que nem ele como pessoa física, nem o Neon Pagamentos têm participação acionária no Banco Neon. Porém, os três sócios do banco -Argeu de Lima Géo, Carlos Géo Quick e João de Lima Géo Filho- investiram como pessoa física no Neon Pagamentos. "Eles investiram há dois anos, assim como mais de 20 investidores-anjo na época. O dinheiro saiu do bolso deles, não teve nada a ver com o Banco."

Segundo Conrade, os 600 mil clientes que o Neon Pagamentos possui não serão afetados pela liquidação extrajudicial do Banco Neon. Ele diz que os clientes podem fazer pagamentos no débito, mas transferências e pagamentos de contas estão bloqueados até que a fintech ache outro parceiro autorizado a fazer essas transações.

"O mais importante é resolver logo isso. Não temos nenhuma preocupação em relação a achar um banco parceiro, deve ter umas 300 mensagens de apoio, de donos de empresas, de bancos, pessoas do mercado. Eles sabem que somos sérios, não fizemos nada de errado. Tem muita gente se oferecendo para suportar a operação", diz.

O empresário diz ter interesse em tornar o Neon Pagamentos um banco no futuro, para ter mais controle sobre a operação e evitar que problemas como esse se repitam.

"Trouxemos sócios espetaculares, gente de primeira linha. A gente está plenamente confiante. Empreender não é fácil, tem suas dificuldades."

A fintech, que tinha lançado cartão de crédito há três semanas, informou que cancelou as transações com esse meio de pagamento por causa da confusão.

Nenhum comentário:

Postar um comentário