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segunda-feira, 2 de abril de 2018

Países do G7 definem enfoques comuns sobre inteligência artificial

Os princípios estabelecidos ressaltam a importância de "aumentar a confiança em relação à IA", particularmente fortalecendo a proteção de dados pessoais.

Os países do G7 definiram "enfoques comuns" sobre a inteligência artificial (IA) e aprovaram uma "declaração" sobre o tema, indicou no dia 28 de março o Canadá, que sediará uma cúpula internacional sobre esta tecnologia no início de junho.

"Os ministros de inovação do G7 acordaram alguns enfoques comuns em termos de inteligência artificial e uma lista de práticas desejáveis", disse o ministro de Desenvolvimento Social, Jean-Yves Duclos, ao fim da reunião ministerial sobre emprego e inovação do grupo que foi realizada no dia 27 e 28 de março em Montreal.

Os altos funcionários definiram uma "visão compartilhada de uma inteligência artificial centrada no ser humano, uma visão que requer abordar com cuidado o desenvolvimento e implementação desta tecnologia promissora", de acordo com a declaração adotada no Canadá.

Os princípios estabelecidos ressaltam a importância de "aumentar a confiança em relação à IA", particularmente fortalecendo a proteção de dados pessoais.

"A controvérsia em torno do Facebook nos últimos dias gerou preocupações e trocas" entre os ministros do G7, apontou Duclos.

"A rapidez com que os dados estão disponíveis e seu uso cada vez maior criam um potencial de concentração de informações e de concentração de riqueza, o que pode levar à perda de controle e à perda de propriedade dos dados pessoais", indicou o ministro em uma coletiva de imprensa.

Os dados são fundamentais na inteligência artificial porque permitem que os computadores desenvolvam sua própria inteligência, o que se conhece como "aprendizado de máquina" (machine learning).

O G7, formado por Estados Unidos, Japão, Alemanha, Reino Unido, França, Itália e Canadá, deve garantir que "esta indústria possa fornecer a nossas sociedades e economias os benefícios mais significativos possíveis nos próximos anos", afirmou Duclos.

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