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sexta-feira, 30 de março de 2018

Facebook se desculpa na Grã-Bretanha com anúncios nos jornais

Homem lê anúncio de página inteira escrito por Mark Zuckerberg, presidente do Facebook, para se desculpar pelo grande escândalo de vazamento de dados, em Ripon, na Inglaterra, em 25 de março de 2018.

Mark Zuckerberg, dono do Facebook, rede social que se encontra em meio a um escândalo pelos dados pessoais de seus usuários, voltou a se desculpar no dia 25 de março em um anúncio de página inteira na imprensa britânica.

"Temos uma responsabilidade: proteger os dados de vocês. Se não conseguimos, não merecemos vocês", escreveu Mark Zuckerberg nesta mensagem publicada na última página dos jornais deste domingo.

O grupo está no centro de uma polêmica desde que foram reveladas práticas da empresa Cambridge Analytica, acusada de recuperar - sem autorização - os dados de 50 milhões de usuários do Facebook e de tê-los usado com fins eleitorais na campanha presidencial de Donald Trump em 2016.

Mark Zuckerberg não menciona a empresa, cuja sede em Londres foi inspecionada no dia 23 de março, mas evoca o pesquisador russo Alexander Kogan, autor de um aplicativo que teria sido usado pela Cambridge Analytica para obter os dados.

"Talvez tenham ouvido falar de um aplicativo criado por um pesquisador universitário que permitiu vazar os dados de milhões de usuários do Facebook em 2014. Foi um abuso de confiança e lamento que não tenhamos feito mais no momento", declarou Zuckerberg com um estilo que recorda sua primeira mensagem de desculpas, publicada no dia 21 de março.

"Agora tomamos medidas para que isso não volte a se repetir", assegurou.

"Já impedimos que aplicativos desse tipo tenham acesso a tantos dados. Também limitamos a quantidade de dados, aos quais os aplicativos podem acessar quando alguém se identifica utilizando o Facebook".

"Investigamos igualmente cada aplicativo que tenha tido acesso a uma grande quantidade de dados antes que solucionemos o problema. Acreditamos que existem outros. E quando encontrarmos, proibiremos e informaremos as pessoas afetadas", continuou Zuckerberg.

Este escândalo, desastroso em termos de imagem para o Facebook, fez sua ação despencar 14% na Bolsa esta semana, o que representa mais de 50 bilhões de dólares em capitalização de mercado.

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