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quinta-feira, 22 de março de 2018

Chanceleres do Mercosul chegam a consenso em negociações com UE

Chanceleres do Mercosul chegam a consenso em negociações com UE.

Os ministros de Relações Exteriores do Mercosul chegaram a um consenso interno sobre quatro temas de negociações com a União Europeia, após um encontro relâmpago no dia 16 de março em Assunção.

"Foram acordadas posições entre os quatro Estados-membros para avançar nas negociações. A UE também tem que dar respostas a algumas apresentações que fizemos em janeiro e fevereiro", declarou à imprensa o chanceler paraguaio, Eladio Loizaga.

O consenso entre os ministros de Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai, os países integrantes do bloco, seria relacionados aos temas automotivo e agrícola, entre outros.

Loizaga, que não identificou os pontos, disse que tinha previsto se contactar com a comissária de Comércio da UE, Cecilia Malmstrom, para lhe comunicar as decisões.

"Foi feita uma análise dos temas pendentes de resolução, se acordaram posições para avançar. Ratificamos de novo nossa vocação política para assinar o acordo de livre-comércio", explicou Loizaga, como porta-voz dos chanceleres.

Mais cedo, o presidente do Paraguai, Horacio Cartes, se reuniu com os ministros da Argentina Jorge Faurie, do Brasil, Aloysio Nunes e do Uruguai, Rodolfo Nin Novoa, além de Loizaga, na residência presidencial.

"O presidente deu todo o respaldo político ao processo de negociações e à presidência pro tempore (nas mãos do Paraguai neste semestre) para avançar neste já longo processo negociador", explicou.

"Queremos concluir o quanto antes", indicou.

Ele apontou que "ambos os blocos estamos sendo observados pela comunidade internacional pelo avanço das negociações, sobretudo quando estão aparecendo vestígios de protecionismo".

Ele acrescentou que caso seja alcançado, o acordo, cujo prazo foi fixado para a próxima semana, "vai dar uma mensagem muito importante ao comércio internacional".

"Falta chegar a um consenso em cada um dos dois blocos que nos permita em pouco tempo adiantar que concluímos o acordo", pontuou Loizaga.

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