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quinta-feira, 11 de janeiro de 2018

Conta de luz pode ficar ainda mais cara

A conta de luz pode ficar ainda mais cara neste ano. Analistas indicam que a possibilidade de elevação na tarifa de energia elétrica em 2018 é alta, assim como aconteceu em 2017. O principal motivo para o aumento é a falta de chuvas em todo o território brasileiro, o que reduz os níveis de reservatórios de usinas hidrelétricas. A estimativa é de que mesmo em épocas de chuva, nos meses do verão, os níveis fiquem abaixo do esperado.

Quando isso acontece, as hidrelétricas são impedidas de funcionar, o que faz com que as termelétricas sejam acionadas. Esse tipo de usina tem um custo de produção é mais alto, que é repassado diretamente ao consumidor através das bandeiras tarifárias.

Para este ano, a expectativa é de que os aumentos sejam registrados em ritmo mais acelerado, com elevação, em média, de 10%.

Déficit hidrológico

De acordo com a Câmara de Comercialização de Energia Elétrica, CCEE, em 2017 as hidrelétricas geraram 21% menos energia do que o volume que tinham direito de comercializar. Para “tapar o buraco”, foram acionadas as usinas termelétricas, mais caras, que deveriam ter o valor coberto pelas bandeiras tarifárias. As regras do mercado de energia indicam que quando as bandeiras não são suficientes para cobrir os custos, as distribuidoras pagam a conta, mas depois repassam os valores ao consumidor, no momento do reajuste.

Dados da Agência Nacional de Energia Elétrica indicam que o valor arrecadado não foi o suficiente no ano passado. Até novembro, o saldo negativo era de R$ 4,8 bilhões. Com um reajuste na tarifa, a expectativa é de que o prejuízo seja eliminado.

Encargos sociais

Os encargos sociais também devem contribuir para que a tarifa fique mais alta. De acordo com a Aneel, a Conta de Desenvolvimento Energético, que inclui todas as políticas públicas ligadas ao setor, deve ultrapassar os R$ 12,6 bilhões.

O impacto dessa conta nas tarifas deve variar de acordo coma a região. No Sul, Sudeste e Centro-Oeste, por exemplo, o impacto será de 2,72% na conta, enquanto no Norte e Nordeste deve chegar a 0,77%.

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