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segunda-feira, 22 de janeiro de 2018

Consumo de crack no metrô de Paris gera preocupação

O fenômeno dos usuários de crack no metrô parisiense, que se concentra sobretudo em algumas estações do norte da capital, já é evidente há alguns anos.

Sindicatos, policiais e advogados se reuniram no dia 19 de janeiro, em Paris, para abordar o fenômeno dos consumidores de crack no metrô parisiense, o que às vezes força os condutores a parar em algumas estações, gerando preocupação nos usuários.

A companhia de transportes da capital francesa, RATP, anunciou que havia organizado esta reunião para "lutar contra o tráfico e o consumo de entorpecentes" nas linhas 4 e 12 do metrô.

Ao mesmo tempo, os sindicatos CGT e SUD convocaram uma greve na linha 12, que atravessa Paris de norte a sul.

O movimento teve adesão de 50% dos grevistas, "mas a direção convocou a reserva geral, os motoristas que preencham os espaços, o que faz que não tenha impacto" no tráfego, declarou à AFP Frédéric Le Goff, da CGT.

O fenômeno dos usuários de crack no metrô parisiense, que se concentra sobretudo em algumas estações do norte da capital, já é evidente há alguns anos.

"Os zumbis do metrô", foi a manchete de capa, no dia 19 de janeiro, do jornal Le Parisien. A reportagem descreve cenas de usuários acendendo seus cachimbos de crack na plataforma diante de olhares aterrorizados dos passageiros; e faz referência aos motoristas de trem que às vezes pulam algumas paradas.

"Os funcionários e os passageiros estão irritados, exasperados e já não aguentam mais", lamentou nesta sexta-feira o sindicato CGT em um comunicado, denunciando uma "situação que perdura há muitos anos" e que "tomou uma amplitude muito significativa" com "numerosos viciados consumidores de crack e de heroína" na linha 12, o que leva a "agressões" e "choques psicológicos".

Na semana retrasada, o sindicato Unsa, majoritário na RATP, denunciou também a insegurança no metrô parisiense devido ao tráfico de drogas e aos "viciados frequentemente agressivos e perigosos".

Com a associação SOS Usagers, o sindicato pediu "aos poderes públicos e à RATP" a implementação de "medidas urgentes e sérias".

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