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domingo, 24 de dezembro de 2017

Renda dos norte-coreanos sobe em 2016, ainda longe dos vizinhos do sul

O líder norte-coreano, Kim Jong-Un.

O nível de renda dos norte-coreanos aumentou em 2016, registrando seu ritmo mais alto nos últimos cinco anos - anunciou a agência sul-coreana de estatísticas, acrescentando que, ainda assim, o nível de vida dos vizinhos do sul continua sendo 20 vezes superior.

A renda per capita dos norte-coreanos alcançou 1,46 milhão de wones (1.140 euros) no ano passado, 5% a mais em relação ao ano anterior, informou o órgão Statistics Korea.

Trata-se do crescimento mais forte desde 2011, quando a renda per capita avançou 7% no norte, segundo a mesma agência.

Esse rendimento se deu, apesar da intensificação das sanções da comunidade internacional que insiste em forçar Pyongyang a renunciar a seus programas nuclear e balístico.

A Coreia do Norte é um dos países mais secretos do mundo. Seu governo não publica qualquer estatística econômica oficial, nem mesmo números de crescimento. Os atuais dados disponíveis são, portanto, apenas estimativas dos pesquisadores.

Em termos comparativos, a renda per capita dos sul-coreanos é de 21,98 milhões de wones, ou seja, 22 vezes mais.

A diferença entre o Norte e o Sul também aparece em outros números do Statistics Korea, como a produção de energia elétrica sul-coreana. Em 2016, chegou a 540,4 bilhões de kilowatts, 23 vezes mais do que a do norte (23,9 bilhões).

Em julho, o Banco da Coreia (BOK) estimou que o PIB norte-coreano havia crescido 3,9% no ano anterior, a taxa de crescimento mais alta desde 1999 (3,1%). Já na Coreia do Sul esse índice foi de 2,8% em 2016.

O PIB da Coreia do Norte aumentou, principalmente, por uma tolerância cada vez maior à iniciativa privada e pela proliferação de pequenos empresários, que comercializam produtos alimentícios e outros bens oriundos da China.

Os especialistas calculam que entre 25% e 50% do PIB da Coreia do Norte recaiam no setor privado.

De acordo com a Statistics Korea, em 2016, a população da Coreia do Norte era de 24,9 milhões de pessoas e, no Sul, de 51,3 milhões.

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