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sexta-feira, 22 de dezembro de 2017

Partido governista sul-africano se reúne para eleger presidente

Nkosazana Dlamini-Zuma, ex-esposa do presidente Jacob Zuma.

Milhares de delegados do Congresso Nacional

Africano, no poder na África do Sul, se reuniram no dia 16 de dezembro para designar seu novo líder, uma eleição considerada fundamental na história pós-apartheid do país, mas marcada por acusações de corrupção contra o presidente Jacob Zuma.

Quem vencer tem muitas possibilidades de ser eleito presidente do país, apesar de o partido estar envolvido em escândalos de corrupção e ter perdido a aura e a popularidade que contava quando Nelson Mandela foi eleito presidente em 1994, marcando o fim do regime de discriminação racial.

A crise econômica, falta de empregos e corrupção ameaçam privar o ANC da maioria absoluta nas eleições gerais de 2019.

Zuma vai deixar a chefia do partido e a disputa pela presidência é um duelo acirrado entre o vice-presidente Cyril Ramaphosa, um ex-sindicalista convertido em empresário milionário, e a candidata apoiada por Zuma, sua ex-esposa e ex-presidente da União Africana(UA), Nkosazana Dlamini Zuma.

Apoiado pela ala moderada do ANC, Ramaphosa, de 65 anos, se apresenta como capaz de retomar o crescimento e critica o clã Zuma.

Por sua parte, Dlamini Zuma, de 68 anos, defende uma transformação radical da economia para favorecer os negros do país.

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