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domingo, 10 de setembro de 2017

Mercado financeiro reage a possível anulação de delação da JBS

O mercado financeiro foi impactado após a notícia de que o procurador–geral da República, Rodrigo Janot, abrirá uma investigação para verificar se ouve omissão de informações nas negociações de delação dos executivos da JBS. A possível investigação fez a moeda norte-americana despencar 0,58% nesta manhã, sendo que o dólar comercial era cotado para venda a R$ 3,1187.
Mercado financeiro: Dólar comercial era cotado para venda a R$ 3,1187.

Logo após a abertura do mercado financeiro , por volta das 10h, o Ibovespa , Índice da Bolsa de Valores de São Paulo, estava em alta de 0,89%, aos 72.771,15 pontos. Às 11h10, a moeda norte-americana recuava 0,56%, vendida a R$ 3,1193, depois de marcar a mínima do dia de R$ 3,1121.

Por volta das 12h03 o Ibovespa apresentava alta de 0,38% a 72.402 pontos, o que representa uma alta de 1,46% na máxima que estava em 73.179. O salto no indicador fez com que o Ibovespa apresentasse a máxima histórica, que em 29 de maio de 2008 foi de 73.920 pontos. Porém, as bolsas dosEstados Unidos ampliando as perdas nos índices S&P 500 e Dow Jone, a bolsa brasileira perdeu fôlego. Por volta das 14h05, o Ibovespa recuava 0,32%, a 71.898 pontos. 

Reviravolta

Rodrigo Janot fez um pronunciamento no auditório do Conselho Superior do MPF (Ministério Público Federal) no final da tarde do dia 04 de setembro. Ele informou a possibilidade de revisão ocorre diante das suspeitas dos investigadores do MPF de que o empresário Joesley Batista e outros delatores ligados à empresa esconderam informações da Procuradoria-Geral da República.


Apesar da possibilidade de anular o acordo com a JBS, Janot defendeu a delação premiada como instrumento para investigações e que deve ser preservado. De acordo com o procurador-geral, se os executivos da JBS erraram, deverão pagar por isso, mas "não desqualificará o instituto [da delação premiada]”.

O anúncio da possível suspensão das delações dos executivos da JBS abre espaço para o governo aprovar as demais reformas que estão em discussão. Com isso, os ativos brasileiros ganham força, conforme explicou o sócio gestor do Grupo GGR, Rafaell Sabadell. “A terça-feira tem início positivo para os ativos brasileiros. As possíveis irregularidades nas gravações da delação da JBS anunciadas por Rodrigo Janot trazem alívio para o governo de Michel Temer e fazem com que o mercado precifique maior probabilidade de continuidade da agenda de reformas, principalmente da previdência”.

O Banco Central brasileiro não anunciou qualquer intervenção no mercado de câmbio. Em outubro, vencem US$ 9,975 bilhões em contratos de swap cambial tradicional --equivalentes à venda de dólares no mercado futuro. O mercado financeiro também acompanha votações no Congresso Nacional, como o da mudança da meta fiscal.

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