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domingo, 24 de setembro de 2017

Indefinição sobre reforma da Previdência em 2018 será prejudicial, diz Meirelles

O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, disse no dia 18 de setembro que é preciso aprovar a reforma da Previdência para o país iniciar um novo capítulo com equilíbrio fiscal e estabilidade econômica de forma a tomar uma rota de crescimento sustentável nos próximos anos. Para o líder da equipe econômica do governo, seria prejudicial iniciar o próximo ano com uma pendência em relação à reforma.

"O país tem o direito e a expectativa de que a reforma da Previdência seja votada agora e seja aprovado nos seus pontos fundamentais para que entremos num novo capítulo", disse Meirelles a jornalistas após a cerimônia de posse da procuradora-geral da República, Raquel Dodge. Para o ministro, a discussão sobre a Previdência precisa ser concluída. "Se ela [reforma] não for feita agora, ela terá que ser feita no futuro próximo".
Segundo Meirelles, Brasil tem direito e expectativa de votar projeto de reforma da Previdência até o fim do ano.

Ao ser questionado sobre a possibilidade de uma nova denúncia do Ministério Público ao Supremo Tribunal Federal contra o presidente Michel Temer atrapalhar o andamento de reformas propostas pelo governo, Meirelles disse esperar que "tudo seja mantido e votado no seu devido tempo". Segundo ele, "os parlamentares estão conscientes disso". O relatório de reforma previdenciária foi aprovado em comissão especial da Câmara e aguarda votação em plenário.

Candidatura presidencial

O ministro também foi questionado a respeito de uma eventual candidatura nas eleições presidenciais de 2018, mas evitou mais detalhes. No dia 14 de setembro, Meirelles negou ser um pré-candidato nas eleições do próximo ano. "Estou 100% do meu tempo concentrado como ministro da Fazenda. Depois da recessão enorme, estamos começando a crescer", disse.


Segundo Meirelles, seu trabalho frente à reforma da Previdência e aos demais projetos defendidos pelo governo pode ter chamado a atenção de parlamentares. No entanto, negou que tenha recebido convite formal do PSD, como foi apontado anteriormente. "Me senti honrado com os elogios, o reconhecimento do meu trabalho. Tudo no seu devido tempo. Vamos aguardar, temos muito trabalho à frente e muita coisa para acontecer em todas as áreas".

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