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terça-feira, 22 de agosto de 2017

IBGE: taxa de desocupação recua, com 26,3 milhões de brasileiros fora do mercado

IBGE: massa de rendimento médio real é de R$ 185,1 bilhões no segundo trimestre de 2017.

No segundo semestre deste ano, a taxa de desocupação no País ficou em 13%, com recuo de 0,7 ponto percentual e com decréscimo em todas as grandes regiões, com exceção do Nordeste, que apresentou estabilidade. No mesmo período, cerca de 26,3 milhões de trabalhadores ficaram desempregados ou subocupados, o que representa 200 mil pessoas a menos se comparado ao trimestre anterior. As informações são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) divulgada no dia 17 de agosto pelo Instituto Nacional de Geografia e Estatística (IBGE).

Entre as regiões com os maiores diminuições em suas taxas de desocupação estão: Norte, ao passar de 14,2% para 12,5% e Centro-Oeste, indo de 12% para 10,6%. Por outro lado, Pernambuco e Alagoas registraram as maiores taxas de desemprego, com 18,8% e 17,8%, respectivamente. De acordo com o IBGE , a subutilização da força de trabalho retraiu de 24,1% para 23,8%, com a maior taxa registrada no Nordeste, com 34,9% e a menor na região Sul, com 14,7%.

O Piauí, com 38,6%, Bahia, com 37,9% e Maranhão, com 37,7% foram apontadas como as Unidades da Federação com as maiores taxas compostas de subutilização da força de trabalho. Já Santa Catarina, com 10,7%, Mato Grosso, com 13,5% e Paraná, com 15,9% foram os estados com os menores resultados.

Desocupação

A taxa de desocupação dos grupos de pessoas de 14 a 17 anos de idade ficou em 43%, enquanto as de 18 a 24 anos em 27,3%, com patamar acima do esperado para a taxa média total. Desagregada por cor ou raça, a taxa de desocupação entre os que se declaram brancos ficou abaixo da média nacional, com 10,3%. Já entre negros, com 15,8% e pardos, com 15,1%, ficou acima, com respectivamente, 3,8 e 3,1 pontos percentuais a mais.

Regionalmente falando, o Nordeste apresentou a maior taxa de desocupação, com 15,8% e Sul a menor, com 8,4%. No geral, se comparada ao segundo semestre de 2016, quando marcou 11,3%, houve aumento de 1,7 ponto percentual.

Para contingente de pessoas com ensino médio incompleto, a taxa de desocupação foi de 21,8%, superior à verificada para os demais níveis de instrução. Para o grupo de pessoas com nível superior incompleto, a taxa foi de 14% - mais que o dobro da apurada para os de nível superior completo, com 6,4%. Quanto ao nível de instrução, 52,1% das pessoas desocupadas afirmaram ter concluído pelo menos o ensino médio. Já 25,3% não concluíram o ensino fundamental. Aquelas com nível superior completo representam 8,5%.

Outro dado apontado pela pesquisa é que há mais mulheres na população desocupada do que homens, com 50,8% ante a 49,2%. Em quase todas as regiões, o percentual de mulheres desocupadas foi maior em comparação ao de homens, com exceção do Nordeste, cujo percentual foi de 48,2%. Na região Sul, a taxa de mulheres foi o maior, abrangendo 53% das pessoas desocupadas.


Ocupação

Cerca de 90,2 milhões de pessoas compõem a população ocupada no segundo trimestre do ano, integrada por 68% de empregados – o que inclui empregados domésticos, 4,6% de empregadores, 24,9% de pessoas que trabalharam por conta própria e 2,4% de trabalhadores familiares auxiliares. Nas regiões Norte, com 31,8% e Nordeste, com 29,8%, o percentual de trabalhadores por conta própria foi superior ao observado nas outras regiões.

No mesmo período, cerca de 75,8% dos empregados do setor privado possuíam carteira de trabalho assinada. Entre as menores estimativas desse indicador ficaram o Nordeste, com 60,8% e o Norte, com 59%. Entre os trabalhadores domésticos, 30,6% tinham carteira de trabalho assinada. Se resgatado o mesmo trimestre do ano passado, a proporção foi de 33,2%.

Entre as pessoas ocupadas, houve a predominância de homens, com 56,6%. Isso ocorreu em todas as regiões, exceto na Norte. A análise do contingente de ocupados no período, por grupos de idade, mostrou que 12,8% eram jovens, com 18 a 24 anos. Os adultos - 25 a 39 anos e 40 a 59 anos de idade – foram estimados em 78,2% e os idosos em7,4%.

Trabalhadores autônomos

A PNAD ainda mostrou diferenças regionais no que se diz respeito à forma de inserção do brasileiro no mercado de trabalho. Nas regiões Norte, com 31,8% e Nordeste, com 29,8%, a taxa de pessoas que trabalharam por conta própria foi superior ao registrado nas demais regiões. Por outro lado, na categoria dos empregados foi destacado que as regiões Sudeste, com 71,9% e Centro-Oeste, com 69,9% obtiveram uma maior participação desses trabalhadores. É importante ressaltar que grande parte dos empregados foi alocada nos setores privado e público e no serviço doméstico, com 71,6%, 18,4% e 9,9%. 

Rendimento médio

Tanto o rendimento médio real de todos os trabalhos, estimado em R$ 2.104, quanto a massa de rendimento médio real, de R$ 185,1 bilhões apresentaram estabilidade no segundo trimestre deste ano.

Segundo o IBGE, na transição do primeiro trimestre para o segundo trimestre de 2017, ocorreu variação positiva no rendimento no Norte, com 0,5%, em oposição ao quadro de queda das demais regiões. O maior rendimento foi o do Centro-oeste, com R$ 2.362 e o menor do Nordeste, com R$ 1.617. Ainda regionalmente, a região Sudeste apresentou a maior massa de rendimento real ao longo da série histórica, com R$ 95.603 milhões.

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