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quinta-feira, 18 de maio de 2017

Ciberataque atinge 200.000 em pelo menos 150 países, diz Europol

Ataque de hackers.

O ciberataque que aconteceu no dia 12 de maio atingiu 200.000 vítimas em pelo menos 150 países e esse número pode aumentar quando as pessoas voltarem ao trabalho no dia 15 de maio. A informação foi dada pelo diretor da agência de polícia da União Europeia (Europol) Rob Wainwright no dia 14 de maio em programa da rede britânica ITV.

No dia 12 de maio, milhares de computadores invadidos exibiam mensagens exigindo o pagamento de um resgate para que os arquivos presentes na máquina pudessem ser acessados novamente. O vírus usado neste ataque codifica as informações registradas no equipamento e os criminosos prometem reverter o processo mediante o pagamento, através de bitcoins, do equivalente a 300 dólares (cerca de 940 reais).

De acordo com informações do jornal The New York Times, os hackers exploraram uma vulnerabilidade que foi descoberta e desenvolvida pela Agência Nacional de Segurança (NSA). A ferramenta de hacking foi descoberta por um grupo conhecido como Shadow Brokers, que invadiu o sistema da NSA no início no ano passado. O vírus foi distribuído por e-mail através de um arquivo criptografado e compactado que, quando carregado, permitia que o ransomware se infiltrasse nas máquinas.

Há relatos de infecções em locais como um hospital no Reino Unido, que precisou usar papel e caneta para atender seus pacientes, e em grandes companhias, como a Telefónica, na Espanha. No Brasil, o ataque motivou o Tribunal de Justiça de São Paulo e o Ministério Público a fazer seus funcionários desligarem os computadores, como forma de prefenção. Foram registrados pela empresa de segurança russa Kaspersky Lab mais de 45.000 ataques em 10 horas. A maioria teve como alvo a Rússia.

Segundo Wainwright, o ataque foi singular no sentido de que o ransomware foi usado em combinação com uma “funcionalidade de verme”, por isso a infecção se espalhou rapidamente. Ele disse que a Europol e outras agências ainda não sabem quem está por trás do ataque, mas “normalmente tem objetivos criminosos e essa é a primeira teoria com a qual trabalhamos por motivos óbvios”.

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