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quarta-feira, 12 de abril de 2017

SP terá 2ª edição de evento inspirado em piquenique parisiense

Diner en Blanc São Paulo 2016, no parque Burle Marx.

Centenas de pessoas bem arrumadas, todas vestidas de branco, chegam a uma praça no final da tarde carregando cestas e carrinhos. Elas instalam suas mesinhas em fileiras organizadas e então jantam, bebem, dançam, conversam, e algumas horas depois, vão embora como se nada tivesse acontecido ali. A cena que parece um flashmob é na verdade um evento social chamado Diner en Blanc, e acontecerá em São Paulo neste sábado.

Segundo o organizador da versão de São Paulo, Fernando Elimelek, a proposta de se jantar em um lugar público – que é revelado aos participantes momentos antes de rumarem para o local – é aumentar o círculo social. “Eu conheço você e você me conhece, mas você não conhece meus amigos e nem eu os seus. No Diner en Blanc, dá para expandir as amizades ao vivo e a cores. Infelizmente, através do celular e e-mail, a gente robotizou o relacionamento”, explica.

A edição ocorrida no ano passado reuniu 800 pessoas no parque Burle Marx, no Morumbi. A expectativa é atingir um número parecido neste ano. Embora não tenha restrições à participação, deve atrair pessoas que gastem com gastronomia. “É um público de mais de 25 anos, boa parte estrangeiro, que já ouviu falar do evento e tem um nível psicossocial elevado, não necessariamente de alta renda”, diz Elimelek.

Criado em Paris, em 1988, o evento acontece em mais de 70 cidades no mundo. A ideia inicial foi resgatar valores da cultura francesa, como o piquenique e o glamour. Elimelek, que é egípcio mas estudou em instituições de língua francesa, aposta que apesar de o piquenique ser um hábito mais comum na Europa, há bom potencial de se tornar comum por aqui em alguns anos. “São Paulo tem 20 milhões de habitantes. Não é uma coisa arraigada, mas será que não tem 1.000, 5.000, 20.000 pessoas querendo viver uma experiência parisiense?”, indica.

A escolha dos participantes começa com uma lista formada pelo anfitrião, e em seguida, é aberta ao público. É preciso pagar uma taxa de inscrição de 177 reais, que dá direito a mesa e cadeiras. Cada convidado deve levar o que for comer, além de toalha de mesa, copos e bebidas – de alcoolicas, só são permitidas vinho ou espumante. A organização vende cestas de piquenique prontas e com comida, por 180 reais, com cardápios assinados por chefs de cozinha badalados. Não é permitido usar outra cor que não o branco.

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