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quarta-feira, 11 de janeiro de 2017

Curitibana descobre foto sua em carrinho de crepe em Natal

A repórter Francielly Azevedo ao lado do carrinho de crepe que usa uma imagem sua de 2013 postada no Facebook.

A jornalista curitibana Francielly Azevedo viveu uma situação inusitada no dia 05 de janeiro enquanto passava férias em Natal (RN). A repórter do canal de TV da Assembléia Legislativa do Paraná foi surpreendida por uma foto sua estampando um carrinho de crepe, parado bem na sua frente, enquanto descansava nas areias da praia de Ponta Negra. A imagem era de uma reportagem que havia feito quando era produtora na emissora, em 2013, e circulava em uma montagem sem que ela soubesse.

A repórter diz que o vendedor lhe ofereceu um crepe por volta das 16h, que foi negado por ela. Em seguida, o carrinho parou diante dela. Francielly demorou a acreditar que estivesse vendo a si mesma, pois tinha bebido cerveja e pensou ser efeito do álcool. Foi contar o caso ao vendedor, que não lhe reconheceu, e saiu em busca de uma conexão wi-fi para baixar a imagem original de seu Facebook. Em seguida, voltou à praia e – depois de procurar bastante – foi falar novamente com ele, que saiu correndo. “Ele pediu para eu não chamar a polícia”, disse Francielly ao site de VEJA.

Francielly trabalhava como produtora de um programa de culinária na época da foto, e diz que levou a situação na esportiva porque não considerou o uso da imagem ofensivo. No dia 06 de janeiro, encontrou novamente o vendedor, que afirmou que tinha aumentado as vendas por causa da repercussão do caso. A repórter acredita sua imagem foi usada porque aparece entre os primeiros resultados do Google ao se buscar por “crepe francês” e “mulher”.
Imagem original, tirada em 2013 após uma matéria para a TV da Assembleia Legislativa do Paraná.

Apesar do episódio ter lhe rendido alguns crepes de graça por “direito de imagem”, ela diz que vai revisar sua exposição a partir de agora. “Vou tomar mais cuidado com o que posto, porque uma vez que você compartilha uma imagem na internet, ela vira pública”, avalia.

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