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quinta-feira, 15 de dezembro de 2016

Empresas aéreas agora podem cobrar por bagagens despachadas

Movimentação de passageiros no Aeroporto de Congonhas, na zona sul de São Paulo (SP).

A extinção da gratuidade para bagagens despachadas está entre as novas regras do setor de aviação que foram aprovadas no dia 13 de dezembro pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). A nova regra passa a vigorar em 90 dias. As propostas foram levantadas em audiências públicas iniciadas em março deste ano e abordam ainda a proibição de multa por cancelamento com valor superior ao preço da passagem e o aumento do peso de bagagem de mão de 5 kg para 10 kg.

As empresas aéreas, no entanto, não são obrigadas a cobrar pelas bagagens despachada. Segundo a Anac, as normas têm como objetivo reduzir os custos das empresas aéreas e facilitar a entrada de empresas que fazem o serviço de baixo custo. As medidas podem baratear o preço das passagens.

Antes da mudança era possível transportar uma mala com até 23 kg em voos nacionais e duas com 32 kg cada em voos internacionais. Se as novas normas forem aprovadas, apenas as bagagens de mão serão transportadas gratuitamente. No caso dos voos internacionais, será permitido viajar com duas bagagens com 23 kg cada a partir da regulamentação. A partir do final do próximo ano, deve ser reduzido para 1 volume com 23 kg e, em 2018, as empresas poderão estabelecer o valor a ser cobrado.

Cancelamento de passagens — Passageiros que precisarem cancelar a passagem ou fazer alterações passarão a pagar multa equivalente a até 5% do valor da passagem. Atualmente, há empresas que cobram taxas fixas ou não cobram caso o passageiro já tenha adquirido um bilhete com a opção de remarcação ou cancelamento prevista.

Outra mudança que será avaliada é o fim do cancelamento de forma automática de trechos de uma viagem caso o passageiro não compareça. “O não comparecimento do passageiro no primeiro trecho de um voo de ida e volta ou de múltiplos destinos não ensejará o cancelamento dos demais trechos desde que o passageiro comunique à companhia, por qualquer meio e com antecedência de duas horas do primeiro voo”, diz o texto.

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