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quarta-feira, 19 de outubro de 2016

Empresas agora até ‘pagam’ clientes para engordar suas vendas

Black Friday costuma engordar o movimento das plataformas do chamado 'cashback', ferramenta em que as varejistas oferecem dinheiro de volta a seus consumidores após as compras.

Para tentar elevar suas vendas – ou, ao menos, interromper a queda – em meio à crise, as varejistas brasileiras têm recorrido a artifícios mais adequados a tempos bicudos – inclusive a devolução de dinheiro a clientes. Já não basta oferecer descontos: agora, as empresas pagam para não perder a venda.

A estratégia surgiu no país há alguns anos, mas tem ganhado corpo com a acentuação da crise e tende a ter novo fôlego na Black Friday, tradicional data de descontos no comércio, realizada todo ano na última sexta-feira de novembro. Poup, Méliuz e Mooba estão entre as plataformas mais ativas do chamad0 cashback – ou, literamente, “dinheiro de volta”.

Na última Black Friday, a Méliuz gerou 36 milhões de reais em vendas. Ela pretende dobrar esse volume na sexta-feira de descontos deste ano. A empresa, que já atua na oferta de devolução de dinheiro no comércio eletrônico, neste ano passou a atuar também no comércio físico.

Em qualquer uma das plataformas de cashback, o funcionamento é basicamente o mesmo: caso o consumidor chegue ao site da varejista por meio dessas plataformas e realize a compra, o dinheiro é devolvido de acordo com a oferta anunciada. Para uma compra de 1.000 reais que ofereça devolução de 10%, por exemplo, o cliente paga os 1.000 reais e, após o processamento da venda, o cliente recebe 100 reais em sua conta bancária.

As varejistas perdem a margem, mas, segundo o raciocínio das plataformas de cashback, ganham no volume de novos consumidores atraídos pela oferta.

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