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domingo, 4 de setembro de 2016

Orçamento de 2017 terá notas técnicas para evitar ‘maquiagem’

O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, entregou o Projeto de Lei Orçamentária ao Congresso no dia 31 de agosto.

Cada da receita do Orçamento de 2017 – que foi encaminhado no dia 31 de agosto ao Congresso Nacional – foi acompanhada de uma nota técnica assinada por integrantes da área econômica do governo, por orientação do Tribunal de Contas da União. A exigência visa a sustentar que os números não tenham sido maquiados. O Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) foi entregue ao Congresso pelos ministros da Fazenda (Henrique Meirelles) e do Planejamento (Dyogo Oliveira).

O objetivo do TCU é evitar a prática recorrente da política fiscal brasileira de “inflar” as receitas para fechar a peça orçamentária dentro da meta fiscal. Essa política levou, nos últimos anos, à necessidade de sucessivas revisões da meta.

A medida dará maior transparência ao Orçamento do ano que vem, que levou em consideração um teto de gasto atrelado à inflação deste ano. As notas técnicas incluirão as estimativas de receita com concessões de serviços públicos, privatizações e aberturas de capital que farão parte da peça orçamentária prevista para 2017, segundo fontes. O projeto foi enviado ao Congresso após a votação final do impeachment da presidente Dilma Rousseff.

Para a equipe do ministro da Fazenda, as notas técnicas vão afastar desconfianças de que as previsões estejam superestimadas. Esse temor aumentou depois que o governo anunciou que o Orçamento seria enviado sem medidas de alta de tributos.

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