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sábado, 3 de setembro de 2016

Contas públicas fecham julho com déficit recorde para o mês

Rombo nas contas públicas em julho foi o maior para o mês desde o início da série histórica, em 2001.

O setor público consolidado, formado por União, estados e municípios, registrou déficit primário (receitas menos despesas, sem considerar os gastos com juros), de 12,81 bilhões de reais, em julho, informou no dia 31 de agosto o Banco Central. Esse foi o pior resultado para o mês na série histórica das contas públicas, iniciada em dezembro de 2001. O resultado do mês superou o déficit primário de 10,01 bilhões de reais registrados em julho de 2015.

Nos sete meses do ano, o resultado negativo chegou a 35,59 bilhões de reais. No mesmo período de 2015, as cotas públicas tiveram superávit de 6,20 bilhões de reais.

No intervalo de doze meses encerrado em julho, o déficit primário ficou em 154,04 bilhões de reais, o que corresponde a 2,54% do Produto Interno Bruto (PIB).

Em julho deste ano, o Governo Central (Previdência, Banco Central e Tesouro Nacional) registrou déficit primário de 11,85 bilhões de reais. Os governos estaduais também apresentaram resultado negativo, com déficit primário de 283 milhões de reais, e os municipais, de 51 milhões de reais. As empresas estatais federais, estaduais e municipais, excluídas empresas dos grupos Petrobras e Eletrobras, registraram déficit primário de 629 milhões de reais no mês passado.

A dívida líquida do setor público (balanço entre o total de créditos e débitos dos governos federal, estaduais e municipais) chegou a 2,57 trilhões de reais em julho, o que corresponde a 42,4% do PIB, alta de 0,4 pontos porcentuais em relação a junho. A dívida bruta (contabiliza apenas os passivos dos governos federal, estaduais e municipais) chegou a 4,21 trilhões de reais, ou 69,5% do PIB, com elevação de 1 ponto porcentual em relação a junho.

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