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quarta-feira, 21 de setembro de 2016

Brasil perdeu 1,5 milhão de vagas formais de trabalho em 2015

Indústria de transformação perdeu mais de 600 mil vagas e foi a de pior desempenho no ano passado, segundo o Ministério do Trabalho.

O Brasil perdeu 1,51 milhão de vagas formais de emprego em 2015, segundo os dados da Relação Anual de Informações Sociais (Rais) divulgados no dia 16 de setembro pelo Ministério do Trabalho. Esse é o pior resultado desde 1985, quando começou a série histórica do indicador.

O recuo em relação a 2014 foi de 3,05%. Com isso, o número de trabalhadores com emprego com carteira assinada passou de 49,6 milhões para 48,1 milhões de um ano a outro.

Ao todo, 8,3 milhões de estabelecimentos declaram a Rais no país. Segundo o Ministério do Trabalho, esse universo de declarantes é mais abrangente que o do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), já que, além do contingente de empregos formais do setor privado, abrange o de estatutários do setor público.

Os salários também caíram. Em dezembro do ano passado, o rendimento médio foi de 2.655,60 reais, montante 2,56% menor que os 2.725,28 reais do mesmo mês do ano anterior.

O número de empregos formais cresceu apenas em três Estados: Piauí (0,67%), Acre (2,14%) e Roraima (2,38%). Por região, as maiores quedas ocorreram no Sudeste (recuo de 3,63%) e no Nordeste (-2,56%).

Na análise por setores, houve crescimento apenas na agricultura, segundo os dados da Rais, com acréscimo de 1,41%, o equivalente a 20.900 postos. A indústria de transformação, com queda de 7,39%, ou 604.100 vagas, foi a que mais perdeu postos em termos absolutos.

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