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sexta-feira, 2 de setembro de 2016

Ações da Oi disparam em meio a disputa entre acionistas

A Oi entrou com pedido de recuperação judicial no dia 20 de junho.

As ações da operadora de telefonia Oi dispararam no dia 26 de agosto, um dia depois de o fundo americano PointState Capital informar que vai votar a favor de mudanças na empresa propostas pelo empresário Nelson Tanure. As ações ordinárias fecharam em alta de 19,67%, para 3,59 reais, e as preferenciais, 12,86%, a 2,37 reais.

Por meio do fundo Société Mondiale, Tanure ganha força na disputa com a Pharol (antiga Portugal Telecom), maior acionista da tele. Na pauta das assembleias de acionistas, marcadas para 8 de setembro, está a destituição de membros do conselho de administração ligados à Pharol e a eleição dos indicados de Tanure. O posicionamento favorável às mudanças sugeridas pelo empresário foi feito em documento entregue à Securities and Exchange Commission (SEC), que regula o mercado de capitais dos Estados Unidos.

O Société Mondiale e o Point State têm fatias de 8,32% e 6,32% na Oi, respectivamente, mas os porcentuais podem subir nos próximos dias, segundo aAgência Estado. A Pharol é dona de 22,24% do capital social da tele.

Juntos, os fundos têm hoje quase o mesmo poder de decisão em assembleias que os portugueses, já que todos os acionistas estão limitados a um poder de voto de 15%. Ainda de acordo com a Agência Estado, Tanure já teria o apoio de ao menos outros oito fundos. Além disso, ele deverá elevar sua fatia na tele até a assembleia, caso ela ocorra.

No documento enviado à SEC, o PointState disse ter mandado carta ao agente fiduciário BNY Mellon, em 17 de agosto, pedindo que o seu voto em assembleia fosse computado a favor da proposta do Société Mondiale.

Com uma dívida de 65,4 bilhões de reais, a Oi entrou com pedido de recuperação judicial no dia 20 de junho. Nove dias depois, a solicitação foi acatada pela Justiça.

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