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sexta-feira, 20 de maio de 2016

Mansueto: carga tributária 'é menor do que se pensava', mas pior do que deveria

Mansueto deve ir para uma secretaria especial do governo Temer.

O economista Mansueto Almeida, especialista em contas públicas e anunciado no dia 17 de maio como secretário de Acompanhamento Econômico do Ministério da Fazenda, diz que a carga tributária no Brasil é "menor do que pensávamos, mas ainda maior do que a média dos países da América Latina". Em material que foi ao ar em seu blog um dia antes do anúncio de seu nome como integrante da nova equipe econômica, ele afirmou ainda que a carga tributária brasileira está mais próxima à média dos países ricos do que à dos latino-americanos.

Em 2015, a carga tributária do Brasil foi de 32,7% do PIB, segundo o economista, enquanto a média da OCDE é de 34,4% do PIB. "Ou seja, nossa carga tributária é mais próxima da média dos países ricos do que dos latino-americanos."

Em seguida, ele cita o quadro de piora fiscal. "Bom, se a carga tributária, pelos dados do Tesouro Nacional, caiu apenas 0,7 ponto de porcentagem do PIB de 2011 a 2015, isso significa que mais de 3 pontos do PIB de piora fiscal nesse período vieram do lado da despesa: aumento da despesa primária do setor público como porcentual do PIB", disse Mansueto na publicação, que tem como base dados do Tesouro Nacional.

De acordo com Mansueto, a carga tributária brasileira está perto de 33% do PIB. "Sei que não é motivo para comemoração, mas vamos citar o dado correto", afirmou, numa referência a dados incorretos que, segundo ele, estão sendo divulgados.

Ele lembrou ainda que, no ano passado, o IBGE fez revisão de toda a série do PIB desde 1995 e, assim, o cálculo da carga tributária (como porcentual do PIB) foi reduzido. "A receita está em queda nos últimos dois anos e, assim, a relação arrecadação como proporção do PIB também foi reduzida", frisou.

Mansueto é especialista em contas públicas e foi um dos coordenadores do programa econômico do então candidato à Presidência Aécio Neves (PSDB).

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