Páginas

terça-feira, 12 de abril de 2016

Vale reduz projeção de investimentos para US$ 5,5 bilhões em 2016

A Vale projeta que, com essas iniciativas, terá geração de fluxo de caixa livre positiva nos próximos anos "mesmo em cenário adverso de preços".

A mineradora brasileira Vale reduziu a projeção de investimentos deste ano para 5,5 bilhões de dólares, ante estimativa de 6,2 bilhões de dólares anunciada em dezembro, em meio a um amplo programa de redução de custos e despesas para enfrentar o atual cenário de baixos preços das commodities. Os aportes neste ano serão 34,5% inferiores aos realizados no ano passado, de 8,401 bilhões de dólares.

A companhia também informou no dia 06 de abril que o fluxo de caixa livre da companhia está perto do equilíbrio em 2016, como apontou apresentação do diretor financeiro, Luciano Siani, publicada no dia 06 de abril. "O fluxo de caixa livre está perto do equilíbrio já em 2016, sendo que a principal prioridade da Vale passa a ser o fortalecimento de seu balanço, com a redução do endividamento", afirmou o documento.

Segundo o material, a Vale conta com "desinvestimentos potenciais" para equilibrar o caixa e fortalecer o balanço, sendo que no período 2016-2017 serão avaliadas transações envolvendo ativos considerados essenciais. A Vale projeta que, com essas iniciativas, terá geração de fluxo de caixa livre positiva nos próximos anos "mesmo em cenário adverso de preços".

O minério de ferro, principal produto da Vale, é negociado a 53,80 dólares por tonelada no mercado à vista da China, com alta de 30% neste ano, mas ainda bastante abaixo das cotações na casa dos 130 dólares registradas no segundo semestre de 2014. A mineradora afirmou que a sobreoferta projetada de minério de ferro para 2016 "tende a ser atenuada", ao mesmo tempo em que a recuperação em alguns indicadores econômicos na China deve contribuir para elevar a demanda.

Segundo a Vale, se o minério de ferro ficar no patamar de 50 dólares a tonelada no período 2016-2020 será possível a "distribuição de dividendos em níveis elevados e dívida reduzindo rapidamente". Se as cotações ficarem em 45 dólares por tonelada, a distribuição de proventos aos acionistas seria "moderada" e a redução da dívida aconteceria "de forma consistente".

Prejuízo no último ano - Em 2015, a mineradora teve um prejuízo de 44 bilhões de reais por causa da queda nos preços do minério de ferro. De acordo com dados da Economatica, aquela foi a maior perda já registrada por uma empresa de capital aberto desde 1986, quando a consultoria começou a acompanhar dados financeiros.

"A redução de 45,16 bilhões de reais no lucro líquido deveu-se, principalmente, à menor margem Ebitda, aos maiores impairments (ajuste contábeis) registrados em 2015 e ao efeito negativo nos resultados financeiros da depreciação ponta a ponta do real contra o dólar, de 47% em 2015", destacou a mineradora brasileira no documento que acompanha seu demonstrativo financeiro.

Nenhum comentário:

Postar um comentário