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sábado, 27 de fevereiro de 2016

Banco suíço compra BSI, filial do BTG Pactual, por US$ 1,3 bi

Boatos sobre a venda de filial suíça começaram após a prisão do ex-presidente do BTG Pactual André Esteves, envolvido na Lava Jato.

O banco suíço EFG International, controlado pela família grega Latsis, anunciou a compra do BSI (Banca Svizzera Italiana), controlado pelo grupo brasileiro BTG Pactual, por 1,32 bilhão de francos suíços (1,34 bilhão de dólares, quase 5,4 bilhões de reais).

Em comunicado, o banco EFG informa que efetuará o pagamento em dinheiro e ações. Com a emissão de títulos, o BTG Pactual possuirá uma participação de 20% no EFG International e estará representado no conselho de administração.

A nova entidade administrará uma carteira de ativos de quase 170 bilhão de francos suíços (171 bilhões de dólares), o que fará deste o quinto maior banco privado da Suíça.

Como parte da operação, o EFG International, especializado na gestão de fortunas, pagará 975 milhões de francos suíços em dinheiro ao grupo brasileiro BTG Pactual, atualmente proprietário único do BSI.

À espera da aprovação dos acionistas e das autoridades reguladoras, a transação deve ser concluída no quarto trimestre do ano.

Histórico - O BTG Pactual teve dificuldades com a detenção, em novembro de 2015, de seu então presidente André Esteves, envolvido no escândalo de corrupção da Petrobras. Desde então foram anunciados vários boatos e desmentidos sobre a venda de sua filial suíça.

Em setembro de 2015 o BTG Pactual concluiu a aquisição do BSI, em uma negociação com a seguradora italiana Generali, por 1.25 bilhão de francos suíços.

Números - O BSI foi fundado em 1873 e está presente em várias cidades suíças e no exterior (Nassau, Cingapura, Hong Kong, Montevidéu). Tem 1.900 funcionários em todo o mundo, metade na Suíça.

No primeiro semestre de 2015, o lucro líquido do BSI aumentou quase 25%, a 78,1 milhões de francos suíços. No final de junho, a carteira de ativos era de 81,8 bilhões de francos.

O EFG International registrou um lucro líquido semestral de 48 milhões de francos suíços, depois de uma perda de seis milhões um ano antes. No final de outubro de 2015, a carteira de ativos chegava a 83,4 bilhões de francos suíços, um aumento de 4% em quatro meses.

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